Projeto iniciado em 1979 reúne 200 crianças aos sábados
O Dragão Negro, projeto esportivo criado em 1979 por Tonhão em Jundiapeba, Mogi das Cruzes, é uma das iniciativas mais tradicionais da região. Após a morte do idealizador, seu filho Betão assumiu a liderança e continua utilizando o futebol como ferramenta de transformação social.
Atualmente, o projeto atende entre cem e 200 crianças e adolescentes, de sete a 17 anos, divididos em categorias. Os treinos ocorrem aos sábados, das 9h às 13h, em um campo cedido pela prefeitura, com o auxílio de voluntários. Todas as atividades são oferecidas de forma gratuita, sem apoio financeiro fixo.
Além da prática esportiva, o Dragão Negro desempenha um papel social crucial. As crianças recebem café da manhã, proveniente de doações. O presidente menciona que muitos jovens chegam cedo aos treinos também em busca da refeição disponibilizada: “Oferecemos água, refrigerante e pão com mortadela”.
O time sub-15 do projeto está participando da Copa Pulsa, competição de alto nível que envolve 20 equipes da região. A inscrição no torneio custou R$600 e a arbitragem da primeira fase tem um valor de R$175 por jogo. O objetivo é proporcionar uma experiência competitiva aos jovens atletas que fazem parte do projeto.
Recentemente, o Dragão Negro passou por uma reestruturação com a chegada do comendador Marcos Bastos e sua esposa, que estão contribuindo para profissionalizar e expandir a iniciativa. O casal visa fortalecer a base organizacional, estabelecer parcerias e ampliar o impacto social do projeto.
O foco é oferecer suporte profissional aos atletas, incluindo especialistas em fisiologia, fisioterapia, ortopedia e nutrição. A intenção é garantir que os jovens recebam assistência adequada para seu desenvolvimento esportivo e pessoal. Além disso, o Dragão Negro está buscando oportunidades educacionais e de qualificação para as famílias envolvidas, visando um impacto positivo mais amplo na comunidade.
O comendador destaca a importância de estruturar o projeto para atrair apoio de grandes empresas e promover uma cultura de incentivo. A intenção é tornar o espaço uma referência na formação de atletas e cidadãos, transmitindo valores como disciplina, respeito e responsabilidade dentro e fora de campo.


