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Confronto acirrado entre Flávio Bolsonaro e Lula marca debate na Band

Sudeste Notícias
4 min de leitura
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Na última etapa das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) se enfrentaram em um debate promovido pela Band no domingo, 18. O evento, que teve duração de aproximadamente 1h40, foi repleto de provocações, intervenções da plateia, reprimendas dos apresentadores e até um falso alarme de bomba ao final. Veja os principais destaques da noite em 7 pontos

Provocações Marcantes

A atmosfera do debate foi marcada por provocações. Flávio Bolsonaro afirmou que “existe Bolsonaro dentro do Lula”, enquanto Lula brincou pedindo votos para Jair Bolsonaro: “Vota em mim, Bolsonaro”.

Outras provocação também não faltaram, como quando Flávio Bolsonaro escreveu “corruPTo” na mão, em resposta a Lula, que clamou por distância de “milicianos”.

Em outro momento, Lula chamou Flávio de “malandro carioca”, ao que Flávio retrucou: “Quero me solidarizar com todos os meus irmãos e irmãs do Rio de Janeiro, que foram chamados de malandros pelo meu concorrente. É assim que ele trata as pessoas, mesmo com um estado que escolhe a mudança e não a continuidade”.

Exibição de Cola

Durante o confronto, Flávio Bolsonaro exibiu em sua mão a palavra “corruPTo” enquanto Lula o questionava sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“Corrupto tem duas letrinhas: ‘PT'”, disse o candidato do PL, destacando as letras que remetem ao partido. A anotação foi feita à caneta e Flávio fez questão de chamar a atenção para isso, embora Lula não tenha respondido à provocação.

Flávio também mencionou a presença na plateia de Sergio Moro, governador eleito do Paraná, que foi o responsável pela prisão de Lula, posteriormente anulada.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai de Flávio, também utilizava colas em suas participações durante debates nas campanhas de 2018 e 2022.

Suspeita de Bomba

Uma suposta ameaça de bomba levou o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar de São Paulo a realizar uma varredura na sede da TV Bandeirantes após o debate. O comandante do Gate, Vitor Capello Haddad, informou que se tratou de um “falso alarme”.

A suspeita foi levantada por uma equipe de segurança do Senado Federal, que protege Flávio Bolsonaro, e indicava que algo suspeito estaria no carro que o trouxe ao debate.

Interações da Plateia

O debate ocorreu no auditório da TV Bandeirantes, com cerca de 100 convidados, incluindo membros das equipes dos candidatos, aliados e jornalistas. Apesar das instruções para que a plateia permanecesse em silêncio, houve diversas manifestações, como risadas e aplausos, que foram reprimidos pelos apresentadores.

Gritos, vaias e ataques aos concorrentes de “times opostos” também foram ouvidos, culminando em gritos de “Mito” e “Lula” ao final do evento. A apresentadora Adriana Araújo comentou sobre a tensão do debate e a necessidade de mediação para manter a ordem.

Direito de Resposta

Lula não fez pedidos de direito de resposta durante o debate, enquanto Flávio Bolsonaro solicitou e teve um pedido atendido. Durante seu tempo de defesa, que durou um minuto, ele se dirigiu ao público sobre o combate ao narcotráfico, prometendo criar um “ministério da prosperidade” se eleito.

Clima Tenso

As trocas de acusações entre os candidatos resultaram em um clima tenso, com bate-boca. Flávio trouxe à tona a relação de Lulinha, filho de Lula, com a empresária Roberta Luchsinger, enquanto Lula questionou Flávio sobre o “careca do INSS”.

Além disso, Flávio irritou Lula ao se aproximar dele pelas costas durante suas falas, levando Lula a pedir aos mediadores um direito de resposta, afirmando: “Se ele estiver zombando de mim, quero o direito de resposta. Só pra ficar claro, o palhaço aqui não sou eu”.

Repreensões dos Mediadores

Os apresentadores Eduardo Oinegue e Adriana Araújo, que mediavam o debate, intervieram diversas vezes para conter os ânimos. Adriana chegou a dar uma bronca em ambos os candidatos, que estavam se atropelando nas falas, pedindo que respeitassem o tempo um do outro.

No final do debate, quando Lula estava fazendo suas considerações finais, Flávio voltou a provocá-lo, o que resultou em manifestações do público que interromperam a fala do candidato. Oinegue teve que pedir um silêncio da plateia, reiterando que ela não era parte do debate.

As interrupções continuaram com Flávio pedindo a restituição do tempo quando sua fala foi interrompida, e Oinegue solicitou que ele continuasse.

O clima de tensão foi palpável, com Lula pedindo uma “aula de civilidade”, enquanto Flávio falava em “esfregar verdades” ao chegar ao debate da Band.

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