Novo pacto do metrô conecta Niterói à Praça XV pela Linha 3

Nesta sexta-feira (25), o Governo do Estado deu um passo significativo no planejamento das linhas 2, 3 e 4 do metrô. A Linha 3, que tem como objetivo estabelecer uma conexão entre Niterói e a Praça XV, também se estenderá até São Gonçalo.

A fase atual inclui um memorando de entendimento firmado entre o Estado e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), visando estruturar os projetos que visam expandir e integrar a rede metroviária da Região Metropolitana. Este acordo contempla a atualização e aprofundamento dos estudos, mas não significa que as obras já foram iniciadas.

Linha 3 integraria Niterói à rede metroviária

A Linha 3 do Metrô é um dos principais pilares do planejamento para Niterói, sendo considerada essencial para conectar o Leste Metropolitano à cidade do Rio. Em uma proposta anterior apresentada pelo Governo do Estado, o projeto prevê uma ligação entre Praça XV, localizada no Centro do Rio, passando por Arariboia, no Centro de Niterói, até chegar a Guaxindiba em São Gonçalo.

Conforme informações fornecidas pela Prefeitura de Niterói, o projeto apresentado em 2025 contemplava um trajeto de aproximadamente 28 quilômetros e 15 estações, com a possibilidade de futura extensão até Itaboraí.

O primeiro segmento da linha, que ligará Praça XV a Arariboia, será construído através de um túnel sob a Baía de Guanabara. A partir de Niterói, a linha seguirá elevada rumo a São Gonçalo, conforme descrito nos projetos técnicos apresentados na época.

A proposta previa que cerca de 650 mil passageiros por dia utilizassem essa linha, além de oferecer uma significativa redução no tempo de deslocamento entre Niterói e São Gonçalo durante os horários mais movimentados.

Investimento de R$ 28,8 bilhões para novos trilhos

O plano abrangente apresentado em junho de 2025 inclui três grandes intervenções: construção da Linha 3, extensão da Linha 2 entre Estácio e Praça XV e prolongamento da Linha 4, atualmente finalizando no Jardim Oceânico até o Recreio dos Bandeirantes.

Durante a apresentação com a presença da Prefeitura do Rio, o custo total foi estimado em R$ 28,8 bilhões, prevendo aproximadamente 44 quilômetros adicionais de trilhos e 31 novas estações.

Entretanto, esses valores refletem os estudos realizados até aquele momento. A nova parceria para estruturar os projetos visa atualizar aspectos técnicos, financeiros e operacionais antes que decisões sobre contratação e execução sejam tomadas.

Linha 2 se estenderá até a Praça XV

A ampliação da Linha 2 é crucial para integrar o novo sistema. O planejamento sugere estender essa linha entre Estácio e Praça XV, estabelecendo uma conexão direta com a futura Linha 3 no Centro do Rio.

Essa interligação permitirá que usuários provenientes de Niterói e São Gonçalo acessem diferentes áreas da capital através da rede metroviária.

O objetivo é evitar que cada expansão seja realizada separadamente. Assim, as linhas 2, 3 e 4 serão desenvolvidas em conjunto considerando demanda, integração física, operação e modelos financeiros adequados.

Linha 4 se prolongará da Barra ao Recreio

Outro aspecto importante do planejamento é a extensão da Linha 4 desde a estação Jardim Oceânico na Barra da Tijuca até o Recreio dos Bandeirantes.

Inaugurada em 2016, a Linha 4 já conecta a Barra da Tijuca à rede metroviária. Sua expansão faz parte do mesmo programa de estudos das linhas 2 e 3 proposto atualmente.

Análises não indicam início imediato das obras

Apesar dos avanços institucionais realizados, ainda existem etapas essenciais antes do início das obras. O memorando assinado para estruturar os projetos servirá como base para estudos relacionados à engenharia, demanda, viabilidade econômica e financiamento.

Portanto, os valores de R$ 28,8 bilhões, somando 44 quilômetros de trilhos e com previsão para 31 estações, não devem ser interpretados como investimentos já formalizados.

Adicionalmente, não há confirmação até agora se todos os cronogramas mencionados nos estudos anteriores serão mantidos após as atualizações propostas nos projetos.

A mobilidade é uma questão estratégica para Niterói

A Linha 3 está inserida há anos nas estratégias de mobilidade urbana de Niterói. O Plano de Mobilidade Urbana do município considera essencial a conexão metroviária entre Arariboia e Praça XV como parte dos projetos fundamentais para o transporte público local.

O documento municipal aponta que uma nova estação em Arariboia possibilitará a integração entre metrô, barcas e linhas de ônibus no Centro de Niterói.

Nos últimos anos, a Prefeitura tem dialogado com o Governo do Estado sobre diversas iniciativas relacionadas ao transporte metropolitano. Em uma ação realizada em 2025, por exemplo, houve uma redução na tarifa do catamarã Charitas–Praça XV que caiu de R$ 21 para R$ 7,70 devido a um convênio firmado entre as administrações.

Na ocasião mencionada, foi enfatizado pela Prefeitura que aumentar as opções de transporte coletivo—incluindo a Linha 3—é vital para diminuir a dependência da Ponte Rio-Niterói nas viagens entre as duas margens da Baía de Guanabara.

Pontos destacados no planejamento do metrô:

  • Linha 2: extensão entre Estácio e Praça XV;
  • Linha 3: ligação Praça XV – Niterói – São Gonçalo;
  • Linha 4: prolongamento desde Jardim Oceânico até o Recreio;
  • Plano apresentado em 2025: investimento estimado em cerca de R$ 28,8 bilhões;
  • Expansão planejada: cerca de 44 km;
  • Novas estações projetadas: totalizando 31;
  • Situação atual: projetos estão em fase de estruturação e atualização dos estudos realizados anteriormente.

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By Sudeste Notícias

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