Na manhã desta quarta-feira (27), a Polícia Federal lançou uma operação visando um grupo suspeito de falsificação de documentos oficiais com o intuito de obter cidadania italiana de maneira irregular. As ações foram realizadas em Itapemirim e Marataízes, localizadas no Espírito Santo.
A investigação aponta que essa organização criminosa se dedicava à criação e utilização de documentos cartoriais fraudulentos ou que continham informações falsas, a fim de simular laços familiares com cidadãos italianos.
O principal objetivo era possibilitar que brasileiros conseguissem a cidadania italiana e, assim, pudessem se estabelecer legalmente em diversos países da Europa.
No decorrer da operação, foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Itapemirim, Marataízes, além das cidades do Rio de Janeiro e Goiânia.
Além das buscas realizadas, a Justiça também autorizou medidas cautelares que incluem a retenção de passaportes, restrições à saída do país, bloqueio de valores e o sequestro de bens móveis e imóveis dos alvos da investigação.
Desdobramento de operação de 2021
A Polícia Federal informa que esta ação é um desdobramento de uma operação anterior realizada em 2021.
As investigações também estão examinando a possibilidade de que um incêndio em um cartório local, ocorrido em 2022, tenha sido criminoso e tenha tido como propósito eliminar provas relacionadas ao esquema fraudulento.
Durante a execução dos mandados, os policiais conseguiram apreender celulares e documentos que passarão por perícia técnica para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.
Aqueles que estão sendo investigados poderão enfrentar acusações por diversos crimes, incluindo associação criminosa, facilitação da migração ilegal, falsificação de documentos públicos, falsidade ideológica, uso de documentos falsos, peculato e corrupção ativa e passiva, entre outros delitos que podem ser descobertos ao longo das apurações.


