Uma transformação significativa está a caminho do Carnaval do Rio de Janeiro nos próximos anos. A Liesa, juntamente com a Prefeitura do Rio, firmou um pacto que visa aumentar, de maneira gradual, o número de escolas no Grupo Especial, que deverá alcançar um total de 15 agremiações até 2030.
Essa decisão impacta uma das principais forças culturais e econômicas da cidade. Além de afetar diretamente as apresentações na Marquês de Sapucaí, essa mudança também reflete a importância do carnaval na economia carioca, que, segundo previsões, deve movimentar cerca de R$ 5,9 bilhões e atrair aproximadamente 8 milhões de foliões em 2026.
Formato futuro do Grupo Especial
Na última quinta-feira, 9 de abril, um encontro na Cidade do Samba selou o acordo, reunindo o prefeito Eduardo Cavaliere, o presidente da Liesa, Gabriel David, e representantes das escolas de samba. O planejamento estabelecido permitirá a expansão do Grupo Especial sem alterar as normas atuais.
Pelo novo modelo definido, o Carnaval de 2027 contará com 12 escolas. A partir desse ano, a inclusão será gradual: em 2028, o grupo terá 13 agremiações, em 2029 serão 14, até chegar às 15 escolas em 2030.
Mudanças nas regras de acesso e rebaixamento
A nova estrutura estabelece que ao término de cada ciclo, duas escolas subirão da Série Ouro, enquanto apenas uma será rebaixada do Grupo Especial. Essa abordagem permitirá um crescimento mais controlado, oferecendo mais tempo para as preparações das escolas e maior previsibilidade nos desfiles.
Criterios que influenciaram a decisão
A ampliação foi concebida para assegurar um Crescimento sustentável, equilibrar a competitividade e proporcionar condições mais adequadas para todas as escolas envolvidas. A discussão considerou também a importância da organização financeira e estrutural do evento.
A escolha afeta não apenas a cultura local, mas também gera oportunidades econômicas significativas. De acordo com dados da Prefeitura do Rio, o carnaval impulsiona setores como o turismo, comércio, hospedagem, transporte, alimentação e serviços, reafirmando seu papel como um motor econômico e social para a cidade.
Efeitos vão além da Sapucaí
A ampliação para 15 escolas de samba eleva as expectativas para os futuros carnavais e fortalece toda a cadeia produtiva associada à festa. Para aqueles que dependem desse evento, essa mudança pode significar mais oportunidades comerciais e maior visibilidade para o samba carioca.
Ao implementar essa expansão em etapas, o Rio busca um modelo que harmoniza tradição com competitividade e sustentabilidade. Em essência, esse acordo transforma o panorama do Carnaval do Rio, inaugurando uma nova era para o desfile mais emblemático do país.



