Com 34 expositores de 12 municípios, o Espírito Santo participa da Fruit Attraction São Paulo 2026 com o objetivo de aumentar suas vendas e expandir sua presença no mercado. O evento, que ocorre entre os dias 24 e 26 de março, atrai compradores nacionais e internacionais e destaca os segmentos fortes da agricultura capixaba, como mamão, gengibre, pimenta-do-reino, cacau e frutas tropicais.
Na prática, os produtores de cidades como Linhares, São Mateus, Jaguaré e Santa Maria de Jetibá apresentam internacionalmente produtos que já são reconhecidos pela qualidade e agora buscam expandir sua escala e conquistar novos mercados.
São produtores, cooperativas e exportadores que transformam suas plantações em negócios globais. A feira atua como uma ponte direta com importadores, redes de varejo e distribuidores internacionais, fortalecendo a consistência da produção capixaba, capaz de atender diversas demandas com regularidade e padrão.
Resposta dos produtores aos desafios comerciais
A resposta está no cenário global. As tarifas comerciais impostas pelo governo Donald Trump no ano passado alertaram os exportadores brasileiros, incluindo os capixabas. A possibilidade de barreiras comerciais surgirem rapidamente e impactarem mercados consolidados tornou a diversificação de destinos uma necessidade. Ao ampliar as relações com Europa e América do Sul, o setor agrícola do Espírito Santo diminui os riscos e fortalece sua posição nas negociações.
Nesse sentido, a Fruit Attraction se torna uma garantia de mercado. De acordo com José Roberto Macedo Fontes, diretor executivo da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Papaya (Brapex), a edição anterior da feira já resultou em importantes contatos com compradores e fortaleceu a presença do mamão capixaba no mercado internacional. Agora, a expectativa é expandir ainda mais.
Selo de qualidade capixaba
Ao mesmo tempo, há um movimento evidente de valorização. O objetivo não é apenas vender matéria-prima, mas posicionar os produtos capixabas como sinônimo de qualidade, rastreabilidade e confiabilidade. Esse reposicionamento é essencial para competir em mercados mais exigentes e com melhor rentabilidade.
O setor agrícola capixaba precisa elaborar e implementar um roteiro estratégico menos dependente e mais conectado com o mundo. O mercado local, tão voltado para o exterior, precisa negociar mais do que nunca com diferentes regiões. Com qualidade e resiliência, é possível conquistar novos territórios.


